Poucas vezes em minha vida eu li textos que realmente merecessem ser lidos. Seu comentário, presente no texto “Abraço”, é um deles. Eu o imprimi e carrego comigo em minha maleta negra, desiludida e de ar muito grave.
Não é nem tanto pelo fato de escreveres muito bem, mas pela leveza (e certeza) com que te exprimes. Você acertou em cheio no alvo. Disse tudo o que se merece dizer.
Agradeço a Deus, Meu Senhor; Iavé, Deus de Israel e Allah, o Grande e Misericordioso, por ainda encontrar pessoas interessantes, com conteúdo e que tenham algo a dizer, em vez de manterem semelhantes grandezas confinadas em seus próprios juízos.
Eu nunca vi ninguém desmontar com tamanha proficiência, genialidade (e gentileza!), o mecanismo de minha própria comiseração. Foi como uma feliz vivissecção de minha alma, além de um verdadeiro ensaio Saramagano sobre o amor.
E, sim, ajudou sim. E muito. Decifraste o mistério: paixão. Diagnosticaste a patologia: medo da liberdade. Resumiste em cinco parágrafos a solução de um impasse humano de milhares de anos: o amor. Sinto-me feliz porque aprendi uma verdade tautológica e eterna com suas premissas.
Não tenho palavras a altura de minha gratidão. Agradeço a atenção, aprecio imensamente seu interesse e satisfaço-me com seus ensinamentos. Nunca alguém havia me vencido em meu próprio campo de batalha e segundo minhas peculiares - e confusas - regras.
Parabéns pelas palavras, pela sensibilidade e por ter parado sua caminhada, olhado as trevas no abismo abaixo (eu) e ter se dado ao trabalho de iluminar o (meu) interior.
Regaste o chão ressequido e, vejo, já nasce o broto de uma nova árvore... chamada esperança.
Grazie a Lei, Carissima Donna Ladina
Tanti Grazie
Agora volte ao quartel, mas não passe pelo mercado, pelo amor de Deus... rsrs.
Allan
