domingo, 8 de fevereiro de 2009

Capítulo Trino-Dos: A Agrura de Frank.

Frank, lívido, finalmente relatou sua história: Havia lido o livro maldito de Harold Hobbins: O Tarado. Esse livro relatava a vida ignara de um homem que atacava sexualmente tudo o que lhe desse na telha: mulheres, homens e animais; jovens ou velhos. Carros, casas e até um aparador de grama.

Disse que o homem foi morto por seus crimes e sua indizível loucura. Antes de expirar havia jurado que escreveriam sua história. E mais, quem lesse a história seria visitado por ele setes dias após terminar a última folha do livro.

Frank, que não sabia da maldição, leu o livro em dois dias. Antes de terminá-lo, na mensagem do editor, informando que o escritor do livro havia morrido devido às graves e extensas lesões causadas por uma prática sexual indiana muito rara, Frank recebeu a ligação no seu celular.

Uma voz de homem, sussurrada, disse: “Eu pego você em sete dias”.

- Hum, santa! Tá com “meda” agora? – divertiu-se Wolverine.

- Isso não é brincadeira. – disse John 8 bastante sério. – É a vida de Frank que está em jogo.

- Você já ouviu falar sobre isso? – perguntei.

- Sim, no seriado Sobrenatural.

- Eita! Sobrenatural é foda, bicho! – riu Martelo.

- Mas há solução. Entretanto, é necessário um ritual bastante específico e complic...

- Pronto. Está resolvido. – Eu disse. – Vamos logo para... onde é que podemos fazer esse ritual?

- Aí é que está o problema. – comentou João mais taciturno. – Ele só pode ser feito por feiticeiras num antro de feiticeiras.

- Isso é sério? – perguntou Wolverine.

- É sim. – respondeu João.

- Mas o único antro que conhecemos é... – Marcelo esbugalhou os olhos e virou-se para mim.

- O único antro de bruxas num raio de quinhentos quilômetros é o do Secos e Molhados. – explicitou João.

O famoso Secos e Molhados. Eu sabia. “The Fate would carry me to there... again”.

- Temos mesmo que ir ao covil? – eu perguntei aperreado.

- Temos, sim. – respondeu João 8.

- É, temos. – repetiu Frank de olhos baixos. – Mas você não precisa ir, S.

- Não, eu creio que sua vinda é imprescindível.

- Por quê? – perguntei.

- Nada. Só intuição. – ele respondeu olhando-me diretamente nos olhos.

- Então tá. Depois não reclama se der merda. – rebati.



E deu.


Continua em uma semana...

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