Há uma casa na Rua São Paulo que não existe. Fica entre o número 1116 e o 1118, do lado direito da rua, depois do cruzamento com a Rua do Seminário. Não consta em nenhum registro dos cartórios de imóveis, nos correios ou nos arquivos da Prefeitura.
Mas a casa está lá, perdida em seu mimetismo naquela rua, por isso ninguém jamais prestou atenção nela, nem no fato de nunca se ver ninguém entrar ou sair dela. Apesar de o portão estar sempre aberto.
Se você medir o quarteirão inteiro, não sobrará um centímetro, nem mais nem menos que o que consta nos livros. Mas a casa tem três metros de largura e eu não sei como isso não aparece nos cálculos. Acho que a trena dá uma endoidada. Pra vocês deve parecer o “Quadrado das Bermudas” no centro de Juazeiro do Norte, não?
Nada disso. É um aparelho. Aparelho é o termo dado ao local de apoio a espiões. Mas lá também é uma embaixada. De Cima. É mais um aparato na guerra do Bem contra o Mal.
A aparência é de uma garagem comprida na qual caberiam três ou quatro carros. O portão é de um azul escuro descascado em muitos pontos. A cerâmica branca que reveste o piso e metade da parede é antiga e já viu dias melhores. Lá dentro há uma porta pequena e estreita, vê-se na parede contígua, branca de cal, escrita a seguinte frase em azul: “Deus é o Senhor”.
Você sequer pode imaginar o que acontece lá. As decisões que...
(...)
Essa parte foi suprimida por ordem do Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da 3ª Vara de Justiça da Comarca de Juazeiro do Norte, em sede de liminar requerida pela Associação das Congregações Religiosas Secretas concedida por ocasião da apreciação de Ação de Encobrimento das Verdades Ocultas.
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O que me lembra outra ocasião em que me ti numa encrenca da grossa, mas não tanto como essa.
Continua...
Ele, Ela e a Partida (Parte II)
2 dias atrás

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