Cemitérios não foram feitos para dias de verão. Sabe, para nossa cultura ocidental avessa ao espiritualismo, embora seja plena de misticismos bobos porém divertidos, a imagem de cemitérios é de lugares tristes que permeiam nossos sonhos lúgubres em dias frios e chuvosos.
Mas quem acha dias chuvosos tristes? Vocês? Porque eu mesmo adoro um dia chuvoso. E, para quem vive no nordeste, mora em casa que não tem goteira e não tem alergia à água, é realmente adorável.
Dias ensolarados em um cemitério me passam a sensação da estonteante alegria dos mortos.
Bom, fomos dar uma olhada no jazigo do homem.
Lá estava escrito: “Eu conseguia dormir em dias de chuva. Hoje não, pois me sinto culpado como se eu fosse uma goteira de maldade no teto do mundo”.
- Rapaz, que porra ele quis dizer com isso? – Perguntou João 8.
- Não sei. Só sei que me lembra ago que li na Casa que não Existia. Bota logo essas flores aí e vamos embora. – eu disse. – Acredito sinceramente que não havia maldição alguma. Foi tudo uma pantomima das bruxas. Tudo aconteceu com Frank para nos colocar no caminho da Machina. E para que eu esquecesse meu passado e acreditasse num outro futuro.
Continua em: A Casa que Não Existia...
Ele, Ela e a Partida (Parte II)
2 dias atrás

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