segunda-feira, 2 de março de 2009

Meu pé de Jacarandá

Ah, homem vil e ignaro,

Lenhou meu pé de jacarandá.

Lamento que deixaste claro

Que em teu peito piedade não há.


Na beira da estrada para o Potengi,

À direita de quem vai para ali,

Havia um frondoso e nobre tronco

Que foi arrancado por um bronco.


Não era um simples coité,

Tinha a florada de um azul intenso

Humano tosco, não tiveste o senso

De deixar este caule de pé.


A falta de sua sombra muito me desagrada

Pois Jacarandá era seu famoso nome

Homem, nem para matar a tua fome,

Tu podias derrubar esta planta sagrada.


Encerro meu protesto lamentoso

Contra o que me causou tanto mal.

E tudo só por que um homem odioso

Quis aumentar o seu curral.


AXB

1 comentários:

olivia disse...

Vejo nos teus textos trechos da sua vida, além de apresentar um boa seleção de palavras...faz com que fique mais atrativo e gostoso de se ler.
Parabéns