Ah, homem vil e ignaro,
Lenhou meu pé de jacarandá.
Lamento que deixaste claro
Que em teu peito piedade não há.
Na beira da estrada para o Potengi,
À direita de quem vai para ali,
Havia um frondoso e nobre tronco
Que foi arrancado por um bronco.
Não era um simples coité,
Tinha a florada de um azul intenso
Humano tosco, não tiveste o senso
De deixar este caule de pé.
A falta de sua sombra muito me desagrada
Pois Jacarandá era seu famoso nome
Homem, nem para matar a tua fome,
Tu podias derrubar esta planta sagrada.
Encerro meu protesto lamentoso
Contra o que me causou tanto mal.
E tudo só por que um homem odioso
Quis aumentar o seu curral.
AXB

1 comentários:
Vejo nos teus textos trechos da sua vida, além de apresentar um boa seleção de palavras...faz com que fique mais atrativo e gostoso de se ler.
Parabéns
Postar um comentário