segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Pour Becca
Com uma seriedade profunda confrangendo tua fronte
Numa expressão grave de quem sobre a vida pondera
Como quem, paciente e resoluto, uma solução espera.
Então me pergunto o que aguardas, minha linda,
Pois queria ver, em tua bela face, essa tristeza finda.
O que esperas com fervor, não sei nem imagino
Só sei que nessa espera sou eu que me amofino.
Eu sei que amizade antiga não se arrisca
mas a vontade é danada e às vezes me belisca.
Desejo muito fazer você saber o que eu quero
Mas logo hesito e nesse melindre me desespero.
Os lábios de cupido, o cabelo cor de carvão
Perco o juízo, no peito bate aflito o coração
A pele branca e macia, de um perfume divino
Sei não, dia desses faz-me de vez perder o tino.
Tua suave languidez sempre me engana e ilude
Teu sorriso, uma insensatez, instiga e me confunde.
E quando vislumbro tuas linhas que me arrebatam
Penso que desse jeito, logo, logo, elas me matam.
AXB
Capítulo Sem Nome: Memórias de uma paixão púbere
O covil era um antro de feitiçaria disfarçado de inferninho. Seu nome era Secos e Molhados. Ainda hoje fica na Rua São Pedro, entre grandes prédios comerciais no centro da cidade. De dia o movimento é fraco, mas nem assim inexistente.
Mas é à noite que o Secos e Molhados mostra sua real força. A entrada é uma porta de menos de um metro de largura. Duas pessoas não passam por ela ao mesmo tempo. Embora, desde que me entendo por gente, nunca a vi fechada.
As entradas ficam atulhadas de bicicletas “barra circular” da Caloi. As calçadas, de motos caindo aos pedaços e uma ou outra mobilette do tempo do bumba. E a rua, de chevetes, corcéis n.º I e fuscas amassados. Deve ter sido assim desde os tempos do Padre Cícero, com as devidas adequações históricas.
Mas a história que quero lhes falar me remete às primeiras vezes em que fui a um cabaré. Eu molecote de catorze anos, ainda de suspensórios, cismei de andar com as partes rígidas onde quer que fosse, mas sem me dar muita conta disso, nem a devida importância.
Meu pai, percebendo aquele desmantelo, mandou logo Fortunato, homem de confiança, bom de faca, bala e mãozada, me levar ao randevu dos Secos e Molhados. Certo que foi uma precipitação de meu pai, eu ainda não era homem, só menino descobrindo certas brincadeiras novas. Mas, como dizia Célia Rasga-Lata: nenhum cliente sai insatisfeito.
A Madama da casa, sabida que só ela, disse na frente de Fortunato: “Não tá vendo que esse menino é muito pequeno, omi? Que ele ainda não pode com corpo de mulher em cima dele? Seu patrão tá ficando doido é? Vá se divertir, já tá tarde e eu boto o menino pra dormir. De manhã você o leva pra casa.”.
Aquilo me tranqüilizou. Fosse o que fosse que meu pai tinha mandado fazer, agora não era pra eu fazer mais. Mandou uma mocinha novinha, pouco mais velha que eu, muito gentil e paciente, me levar pro quarto dela e me deitar na rede.
A moça, Alequissandra, como soube depois, muito prestimosa, e habilidosa também, passou comigo na cozinha e me deu um copo de leite quente. Levou-me para o quarto, onde tirou minha roupa com o intuito de me vestir num moletom.
Ela tinha uma beleza brejeira, olhos muito vivos de um castanho-escuro e os cabelos negros amarrados numa trança bem feita. Tinha o corpo cheio, mas não parecia ser gorda. Só sei que dava gosto ficar olhando para ela.
A única coisa de diferente era uma fina corrente de prata que ela trazia amarrada no tornozelo e arrastava pelo chão da casa. Sempre mantinha os olhos baixos quando próxima à Célia e lhe falava só quando indagada, respondendo com respeitosos murmúrios.
Quando a moça tirou minha camisa e abaixou minhas calças, lá estava ele. Teso. Ela deu umas risadinhas, me vestiu e colocou na rede. Quando me cobriu com o lençol, passou, acidentalmente, a mão sobre o dito cujo. A resposta foi imediata. Assim, ela ficou alisando aquilo prali, praculá. E quando eu vi, deu uma cócega tão grande que eu mijei na rede.
Fiquei chateado, mas a moça não disse nada. Pegou um lenço e me limpou. Enrolou-me nas cobertas e deu-me um beijo na testa. Dormi de imediato.
Deus sabe que eu passaria o resto da minha vida fazendo isso: dormindo logo em seguida. E olha que eu dormi muito. Daquela vez sonhei que engravidava a rede.
Pois é, o tempo passou, vieram meus dezasseis anos. Dessa vez fui com tudo para o Secos e Molhados. Fui preparado para beber uns quarenta litros de leite e vestir quantos moletons aparecessem.
Só que dessa vez foi diferente. Um pouco. Alequissandra estava lá, do mesmo jeito que a vi dois anos antes. Toda rosadinha. Em vez de passar pela cozinha, ela me levou para um dos quartos donde rebrilhava uma luzinha vermelha na cabeceira da cama.
- Eita, como tu cresceu! – disse ela à guisa de conversa. E foi logo tirando minhas roupas.
Quando arriou minhas calças, levou uma cabeçada no queixo.
- Valei-me! – e ficou olhando entre intrigada e extasiada. – Cresceu, mesmo.
Fiquei admirado pelo fato de ele responder com a cabeça quando ela começou a acariciá-lo.
Depois ela o beijou levemente. Eu que estava com as mãos apoiadas na penteadeira dela para não cair para trás, nem vi quando ela o colocou na boca. Meus olhos se entortaram, pensei que ficaria vesgo. Logo em seguida me veio um “Ai”. E eu sujei todo o rosto dela.
Pensei que, dessa vez, ela fosse ficar chateada. Que nada, abriu um sorriso largo, limpou o rosto com um lenço e o dobrou com muito cuidado.
- Guardei a primeira. Agora guardarei essa. Você nunca se encontrou com outra mulher?
- Bom, teve a Rosinha, a gente andou de mãos dadas no jardim da casa dela...
- Mas ela pegou aqui? – e pegou no meio das minhas pernas com força, segurando as minhas partes entre seus dedos.
- Jesus! – gritei de surpresa – Não... a Rosinha? De jeito nenhum! – fiz uma cara de nojo. Ela sorriu.
- Você pensa assim hoje, mas vai chegar um dia em que essa moça... o que é isso?
Eu estava teso de novo.
Pelo que lembro, ela guardou a terceira, quarta e quinta. Depois eu dormi. Só acordei de manhã, com os galos cantando e o sol azulando o horizonte. Procurei Alequissandra, mas não a encontrei. Voltei pra casa, onde recebi uma bela duma reprimenda da minha mãe.
- Onde já se viu! Passar as noites nos cabarés e só chegar com as matinas! Puxaste mesmo a teu pai, aquele ali adora uma quenga.
No dia seguinte veio um capanga de Célia atrás do Fortunato. As negras que me disseram. À tarde Fortunato chamou-me num canto e perguntou: “O Sinhôzim sabe da mulher-dama Alequissandra?”. Não sabia.
Voltei ao cabaré, procurei por ela. Gritei ao procurá-la. No arroubo da minha juventude fiz um teatro infeliz, arrumei confusão, meti-me em desordens e brigas, só não fui preso porque meu pai era o meu pai. Procurei-a insistentemente. Célia Rasga-Lata recusava-se a ficar na minha presença.
Um dia, depois de algum tempo, cheguei embriagado ao Secos e Molhados. Levei uma arma, dei tiro nas portas. Por sorte não havia nenhum dos clavinoteiros de Célia. Entrei em cada quarto, percorri da entrada até o quintal. Que foi onde encontrei a porta do Covil, uma das inúmeras fronteiras entre o reino da realidade e o do Faz-de-Conta.
Levei um bom tempo para entender aquele lugar. Mas eu me informei, li, pesquisei, conversei com as pessoas certas.
Já se passou muito tempo, mas eu lembro bem. Passei a procurar sua trança em outros cabelos e a ver seu sorriso em outras bocas. Mas nada daquilo era o que queria encontrar. Descobri que a Rosinha era uma safada gulosa. Célia Rasga-Lata morreu anos depois.
Quando eu já estava quase esquecido de tudo aquilo, vi na biblioteca de Harvard um livro sobre mitologias da Idade Média. Falava da “Seiva do Herói”, mas não informava de que planta era essa seiva. Comentava sobre os poderes mágicos de cura e força.
Havia uma nota de rodapé bastante insignificante que se referia a um autor, um monge do extremo setentrião da Germânia, que mencionava o poder que “as cinco primeiras seivas vertidas em látegos” possuíam o condão de libertar fadas e ninfas de encantos de aprisionamento.
Guardei o livro e deixei a vida de pesquisas. Eu não era mesmo um herói.
Todos os Confrades sabiam dessa história. E temiam o que poderia acontecer comigo dentro do Covil. Mas eu tinha que voltar lá. Como um último adeus.
Continua ...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Não sou poeta
e nem a tanto me arvoro.
Mas se há algo que adoro
é pôr em rima uma paixão secreta.
Minha adorada, poeta não sou
Mas saiba que todo esse esmero
Nasce do coração em desespero
Quando a inspiração alça vôo.
Não tenho o dom da rima, minha querida,
Só a minha persistente e diuturna intenção
De apanhar uma palavra ou outra, perdida
E montar orações sonhadas por meu coração.
Cara amiga, em vez deste intelecto
Eu queria ter um’alma simples e boa
Ansiando afastar o negro espectro
De uma frase que não mais ressoa.
Minha linda, eu te digo
Que este meu gabar em fausto
É um pungente castigo
Que me deixa, de todo, exausto.
Amada senhorita, que finde esta rima infame!
Obrigo-me fortemente a sair deste tablado.
Pois temo que brevemente passarei o vexame
De não ter sequer mais um verso rimado.
AXB
Capítulo Trino-Dos: A Agrura de Frank.
Frank, lívido, finalmente relatou sua história: Havia lido o livro maldito de Harold Hobbins: O Tarado. Esse livro relatava a vida ignara de um homem que atacava sexualmente tudo o que lhe desse na telha: mulheres, homens e animais; jovens ou velhos. Carros, casas e até um aparador de grama.
Disse que o homem foi morto por seus crimes e sua indizível loucura. Antes de expirar havia jurado que escreveriam sua história. E mais, quem lesse a história seria visitado por ele setes dias após terminar a última folha do livro.
Frank, que não sabia da maldição, leu o livro em dois dias. Antes de terminá-lo, na mensagem do editor, informando que o escritor do livro havia morrido devido às graves e extensas lesões causadas por uma prática sexual indiana muito rara, Frank recebeu a ligação no seu celular.
Uma voz de homem, sussurrada, disse: “Eu pego você em sete dias”.
- Hum, santa! Tá com “meda” agora? – divertiu-se Wolverine.
- Isso não é brincadeira. – disse John 8 bastante sério. – É a vida de Frank que está em jogo.
- Você já ouviu falar sobre isso? – perguntei.
- Sim, no seriado Sobrenatural.
- Eita! Sobrenatural é foda, bicho! – riu Martelo.
- Mas há solução. Entretanto, é necessário um ritual bastante específico e complic...
- Pronto. Está resolvido. – Eu disse. – Vamos logo para... onde é que podemos fazer esse ritual?
- Aí é que está o problema. – comentou João mais taciturno. – Ele só pode ser feito por feiticeiras num antro de feiticeiras.
- Isso é sério? – perguntou Wolverine.
- É sim. – respondeu João.
- Mas o único antro que conhecemos é... – Marcelo esbugalhou os olhos e virou-se para mim.
- O único antro de bruxas num raio de quinhentos quilômetros é o do Secos e Molhados. – explicitou João.
O famoso Secos e Molhados. Eu sabia. “The Fate would carry me to there... again”.
- Temos mesmo que ir ao covil? – eu perguntei aperreado.
- Temos, sim. – respondeu João 8.
- É, temos. – repetiu Frank de olhos baixos. – Mas você não precisa ir, S.
- Não, eu creio que sua vinda é imprescindível.
- Por quê? – perguntei.
- Nada. Só intuição. – ele respondeu olhando-me diretamente nos olhos.
- Então tá. Depois não reclama se der merda. – rebati.
E deu.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Capítulo Trino-Primus: A Confraria se junta. E as cervejas também.
O Armazém Kibebe é a Valfenda da minha realidade. Lá não há elfas lindíssimas e totalmente sexy de orelhas pontudas e com aquela cara de que conseguem enlouquecer qualquer Passolargo, passomédio ou até mesmo um passocurto.
No entanto, lá há a cerveja mais gelada da região, mais saborosa que lembas, e de existência muito mais curta porque não pára nos copos dos Confrades comensais. O garçom é mais atento que Sauron, sempre de olho em tudo, e mais rápido que a carreira dos três últimos membros da Sociedade do Anel no resgate de Merry e Peppin.
É nossa fortaleza, refúgio nas horas mais incertas, sempre entre as dez e as vinte e duas horas dos fins de semana, santuário e ponto de encontro. Como já disse, eu cheguei por último.
Lá estavam os Confrontadores:
Sir John Eight, o Vice-cara, também conhecido como João 8. O grande Mago Octavius, Senhor das Ominosas Atribuições. Saboreava sua Brahma entre enternecido e jubiloso. Apesar disso, mantinha-se atento, sentado que estava na cabeceira da mesa. Tinha os gestos inquietos de quem espera algo magnífico acontecer a qualquer momento. Talvez a frase perfeita surgir do ocaso, talvez sua eleita surgir em seu corcel branco. O cavalo, não o carro. Digo isso para o caso de você ficar com dúvida.
Wolverine, o Destruidor, Quebra-Ossos e Torce-Pescoços, estava lá, taciturno como sempre. Jaqueta preta, capacete debaixo da cadeira, as costeletas lustrosas como as desenhadas pelo Jimmy Lee. Nosso Tropa-de-Choque pessoal. O encouraçado, panzer e arrasa-quarteirão da Confraria. Os músculos se remexiam impacientes sob a roupa. Pelo jeito, ele estrangularia o primeiro que espirrasse de um jeito feio. Tratei de assuar logo o nariz.
Marcelo, o Flagelo, também chamado de “Impiedoso Martelo”. Descendente dos últimos guerreiros Karirys, forte, bravo, enérgico. O espírito de nosso grupo. O de risadas francas, mas de ira profunda aos inimigos. Ai de quem ousasse se intrometer em seu caminho. Sentado de braços cruzados, balançando as pernas em evidente desconforto por estar ocioso.
E Frank, o ocultista. Nosso bibliotecário das Verdades Abscônditas, estudioso de todas as realidades, Filósofo das Portentosas Suposições Não Neurastênicas. Estava nervoso, estado de espírito que dificilmente se encontrava. O que me deixou mais curioso.
Reunidos os Confrades, Wolverine, que havia requisitado a Assembléia, iniciou os trabalhos. Tomou um grande gole de refrigerante de cola (não digo o nome para não fazer propaganda, nem pagar os direitos da marca), como quem toma coragem para falar de assunto enredado.
- Estou aqui para convocar uma Cruzada! – disse de uma vez.
Todos se espantaram imediatamente, entre murmurosos “oh”s e “ah”s, alguém levantou a voz:
- Uma Cruzada? – Era João 8. Fez um instante de silencioso suspense, ajeitou os óculos daquele jeito que parecia ser casual, mas que era estudado e cheio de significados. Então continuou: – Mas a Cruzada é nossa movimentação máxima, equivalente a uma Declaração de Guerra. Que assunto teria a importância de ativar semelhante aventura?
- He, he! Cruzada é foda, bicho... – comentou Martelo.
- Uma mulher... – ia respondendo Wolverine.
- Ah, isso sim é um motivo justo, nobre e de grande monta! – comentou João 8.
- É... afinal há mulheres que sempre dão uma boa cruzada... – filosofou Wolverine.
- É, Cruzada! – era o grito de declaração de João 8.
- Cruzada! – todos nós gritamos em uníssono.
- Calma, antes eu queria...
- Cruzada! – gritamos novamente, mais alto.
- Deixem-me falar...
- Cruuuuuuu-zadaaaaaaaa!!! – nesse momento, já estávamos histéricos. Acaso possuíssemos espadas e machados, já os estaríamos brandindo dependurados sobre as cadeiras do bar.
- Cala a boca, porra! – gritou Wolverine e tacou um tapa na parede. Ele não podia bater na mesa porque essas mesas de plástico de hoje em dia são umas merdas de frágeis, não são como aquelas mesas de madeira do tempo em que meu avô era jovem, galã e boêmio.
Mesas de madeira de lei, nas quais verdadeiras mãozadas podiam ser desferidas tranquilamente. Mãozadas estas que possibilitavam o clima, ambiente e momento perfeito para ébrias declamações, daquelas mais profundas e inspiradas, em alto e bom som. Para todo o bar ouvir. Até da rua, se fosse possível.
Declamações dos mais variados tipos e objetivos, das piadas mais imorais às declarações de amor mais ridículas. Ah, tempos bons aqueles. Não se fazem mais mesas como antigamente.
Bom, depois de todos acalmados pelas palavras coléricas de Wolverine, finalmente nos sentamos para ouvir os detalhes do pedido de lançamento da Cruzada.
- É o seguinte, há uma relíquia chamada Machina Puræ Possibilitatum.
- Máquina das Puras Possibilidades.
- É. Você já conhecia, Frank?
- Não. Mas é do latim...
- Certo, agora fica calado. Vocês se lembram de Silverfox?
- A tua ex. – falou João.
- Isso. É algo que tem a ver com ela. Mas não quero falar sobre isso agora. Só quando encontrar a Máquina das Puras Possibilidades.
Nesse meio tempo Frank já estava desesperado
- Caras, preciso da ajuda de vocês.
- O que foi? – perguntou Wolverine.
- Meu caneco está decididamente em perigo.
Continua ...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Tradução de Ma Reine du Printemps
Vós que me olhais com vossos olhos brilhantes
Perdoai minha maneiras simples e ignorantes
Quando digo que vós sois a deusa das flores
E que trazes para meu mundo a felicidade
Vossa face de sardas outonais
É o mar e o vento que os dias me trazem
Com os fios acobreados que deslizam de vossa testa
Minha bela Rainha da Primavera é quem sois
Vós sois minha noite, o claro intenso da lua
E a brisa tardia que um suave frio traz
Vossa pele é doce como se fosse coberta de leite
E sedosa como a manhã que muito me apraz
Vós não vedes que quando passais
Se eleva das rubras rosas muitos rumores
Que me deixar tonto, agitado e insensato
Mas que preenchem meu mundo com todas as cores ?
Vosso eterno e fiel criado
X.
My Spring Queen
When I saw you at that night, by the first time,
I though: “She really does a man heart’s chime!”
They say the best way is, ahead, straight,
But why am I so shamed and afraid?
Sitting on the square bench, reigning over the place
My knees shook and the love took me in its lace.
With your little brother, the prince, in your shrine
Soon I knew that the world will always be fine.
As the vision of the Eternity that the men startle,
The view of your swiftness my heart throttles.
But, although your face be, in my heart, a flash,
All my love I will, from you, stash.
Sing, my sweet Queen of beauty rife,
Swing, laugh and Dance,
I still waiting my chance
To pass with you the rest of my life.
Your humble servant,
X.
Capítulo Trino: No qual um primeiro mistério surge
Um livro lhe havia sido entregue na noite anterior. Foi uma noite terrível de tempestade. O conteúdo do livro, muito mais terrível. Falava do homem. Assim, mesmo, em itálico. Tenebroso demais para ser dito assim de supetão e numa tacada só. E depois o telefonema.
A voz soturna do homem sussurrando em seu ouvido a terrível maldição.
- Tenho que contar aos caras, eles são minha única alternativa.
Continua na quarta-feira, dia 04...
