sexta-feira, 26 de junho de 2009
- Guia 1.0 do Obitu-(Di)ário -
Em 2009
- Maio: Esta Noite
- Janeiro: Dos Amores
Em 2008
- Setembro: Num dia de feira
Apenas mais um dia de feira.
- Outubro: Desejo
Lumina
- Setembro: Um dia esquecerei
Melodia, substantivo feminino
- Julho: Um Caminho Assim
Para os saudosos e emotivos:
2009, Março: A TURMA
Janeiro: O QUE RESTA DE MIM
2008, Dezembro: AI DESSES JOVENS
E para quem gosta de umas rimas bem bestas:
2009, Março: Meu Pé de Jacarandá
Fevereiro: Não sou poeta
Janeiro: Ma Reine du Printemps
My sweet J
2008, Setembro: Tenção de poesia
Julho: Um caminho assim
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Medo
Eu não entendo esse medo tão profundo e perene que os meus amigos têm. Medo das pessoas, medo dos lugares, medo das horas, medo de sair e de chegar. Logo em Fortaleza! Ora, Fortaleza com sua grandeza, Fortaleza com seus policiais a cada quarteirão, percorrendo lentamente as ruas em suas reluzentes caminhonetes Hilux.
Fortaleza em que a questão social é ainda caso de polícia, em que todos estes excelentes servidores públicos têm ganas de proteger o elegante advogado de terno e gravata. Fortaleza é mais minha que de seus próprios pelintras e ladrões.
Fortaleza é solícita, meus amigos. Fortaleza real é a do céu resplandecente, dos cheiros das ruas, da pressa dos ônibus, do stress dos motoristas, do tráfego gigantesco, das milhares de lojas, dos incontáveis transeuntes; não essa vista pelo aquário que é um carro particular. Insípido. Inodoro. Refrigerado. A realidade de Fortaleza é a das ruas. Sejam elas límpidas ou imundas, iluminadas como o dia ou escuras como uma sombra só.
Não há nada a temer se não o medo. Este é quem nos impede de viver. Bom, é claro que eu não diria isso se me jogassem do carro, à noite, de paletó no meio do Pirambu!
